Comunidade Xikrin do Cateté, Parauapebas/PA, Brasil

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Os Xikrin, grupo de língua Kayapó, enfatizam a audição e a palavra. A fim de aguçar estas qualidades, os Xikrin perfuram, logo na infância, os órgãos correspondentes (orelhas e lábios). Ouvir está diretamente relacionado ao saber, à aquisição do conhecimento.

A oratória, por sua vez, é uma prática social muito valorizada, como para os grupos kayapós em geral, que se definem como aqueles que falam bem e bonito – Kaben mei – em oposição a todos os outros povos que não falam sua língua. O dom da oratória é atributo dos homens e envolve discursos inflamados, realizados no centro da aldeia.

Para os índios a pintura corporal e adereços vão muito além do conteúdo estético, possui finalidade mágico-simbólica, que está vinculada ao universo mítico-cosmológico da comunidade, além de, entre outras funções, serve também de “carteira de identidade” de quem a exibe, ao revelar dados sobre sua etnia, posição e prestígio social, sexo, idade, filiação a esse ou àquele clã, estado civil, se participa de algum ritual, se se preparou para a guerra etc.

Grande parte dos Xikrin’s, estão localizados em meio a Floresta Nacional de Carajás, espalhados em três aldeias, Ôodjãn, Djudjêko e Cateté, no município de Parauapebas no sudeste do Pará, cujo o acesso é feito de carro apenas pela cidade de Água Azul, (cerca de 200km de Parauapebas),  o percurso alternado entre asfalto e terra batida pode durar em média 5 horas do centro de Parauapebas à primeira aldeia (Ôodjãn), a outra alternativa de acesso é por avião ou helicóptero que pode durar de 20m a 30min.

Anderson Souza/ Coletivo dois.8

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