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Cinco vereadores são presos em Itupiranga

O juiz Cristiano Magalhães, respondendo pela Comarca de Itupiranga, decretou na tarde desta quarta-feira dia 24, a prisão de cinco vereadores do Município, a pedido do Ministério Público, dentro da ação pela qual eles respondem desde 2013, por organização criminosa e outros crimes. Pesou para a prisão, a acusação de coação e ameaça a testemunha do processo.

O promotor da comarca, Arlindo Cabral Júnior, confirmou as prisões de Izaias do Lojinha (PMDB), Nonato Meireles (PSB), Nilton Moura (PPS), Derimar da Colonia (PPS) e Jhonnatan Baima (PSC).

Entenda o Caso
De acordo com o MP, em 7 de fevereiro de 2013, os vereadores procuraram a tesoureira da Câmara dos vereadores de Itupiranga com o intuito de concluir empréstimos fraudulentos no Banpará em nome de três servidores da Câmara.

Os vereadores alegaram que estariam com problemas financeiros, por isso os empréstimos. Como os três servidores não possuíam crédito suficiente para o empréstimo de alto valor, o gerente do Banpará orientou que fossem feitas declarações falsas sobre o valor do salário dos servidores da câmara. Otávio aconselhou também que o valor do salário dos três servidores poderia ser preenchido em R$2.100, então aceito pela tesoureira que procedeu com a fraude.

Como os pagamentos dos servidores municipais são realizados no próprio Banpará, não se justificava a estipulação do valor acima pelo gerente, uma vez que o mesmo sabia exatamente quanto ganhavam cada um dos servidores “laranjas” do esquema

O promotor de Justiça Arlindo Junior concluiu que todos respondem por formação de organização criminosa. Durante as investigações foi notado que os servidores ‘laranjas’ tiveram “temor reverencial sofrido pelos servidores que não viram outra opção senão cumprir as determinações de seus superiores (…) considerados meras vítimas de todo o esquema”.

O valor total dos três empréstimos contraídos foi de R$24.810, nos quais os valores das parcelas da dívida junto ao banco seriam pagas mediante a emissão mensal de diárias, em sistema de rodízio pelos gabinetes dos vereadores envolvidos no esquema fraudulento. As falsas diárias eram justificadas como se decorrentes de viagens à Belém, a serviço da câmara de vereadores.




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