Candidatos ao cargo de delegado fazem dinâmica de local de crime

Por Walrimar Santos

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 Academia da Polícia Civil prosseguiu, neste domingo (28), às atividades práticas para os candidatos aos cargos de delegado que participam do Curso de Formação de Policiais Civis, última etapa do concurso público da corporação policial. Ao todo, 150 pessoas participam do curso coordenado pela Acadepol desde o final do ano passado. Há três semanas, a Academia de Polícia deu início a uma dinâmica de local de crime de homicídio. A atividade prática, que faz parte da disciplina Investigação Policial, é ministrada pelo investigador Afonso Rodrigues, instrutor da Academia, e realizada na sede da Divisão de Homicídios, em Belém.

Até o final do curso, no próximo mês, a dinâmica será realizada toda semana, de quinta-feira até domingo. A cada dia do treino prático, explica o instrutor, um grupo de dez candidatos estará em atuação na atividade. Além da simulação de levantamento do local de crime, ressalta Afonso Rodrigues, os alunos terão de elaborar um relatório sobre a atividade realizada em grupo. Dentro da disciplina Investigação Policial, explica o professor, a abordagem inicial repassada aos candidatos é a dinâmica em local de crime. Para tanto, ressalta Rodrigues, é fundamental para os futuros policiais civis a observação do ambiente em que ocorreu o fato criminoso para identificar detalhes que podem ajudar a esclarecer os crimes.

Na dinâmica de local de crime, realizada na sede da Divisão de Homicídios, em Belém, os candidatos a delegado receberam instruções para simular um levantamento de um homicídio a tiros ocorrido dentro de um bar, em um município do interior do Estado. Em uma sala da Unidade Policial, escolhido para ser o local do crime no treinamento, um manequim foi usado para simular o corpo da vítima fatal. Perto do “corpo”, diversos objetos que podem ter sido manuseados pelo autor do crime. Na atividade prática, os candidatos precisaram tomar todos os cuidados, desde o isolamento correto da área onde ocorreu o crime até a coleta de objetos encontrados na cena do crime e de relatos de testemunhas.

Além da atividade realizada na sede da Divisão de Homicídios, os candidatos também têm tido a possibilidade de acompanhar as equipes de plantão na Unidade Policial, quando acionadas para se deslocarem até um local de homicídio. Segundo o investigador Afonso Rodrigues, essa atividade é inovadora dentro do Curso de Formação de Policiais Civis. “É a primeira vez que se aplica na disciplina Investigação Policial a dinâmica de local de crime”, destaca.

Entre os candidatos, a aula prática de local de crime é muito importante. Para o candidato Raul Castro, 26 anos, natural de Teresina (PI), o curso tem sido dinâmico. Ele conta que foi, por oito anos, policial militar no Piauí, mas que, ao concluir o curso de Direito, decidiu fazer o concurso para entrar na Polícia Civil. Antes do Pará, ele chegou a prestar concursos para as polícias civis de outros Estados brasileiros. Formada há cerca de dois anos em Direito, a mineira Renata Guimarães, 26 anos, também esteve na dinâmica de local do crime. Para a candidata, as atividades ministradas durante o Curso de Formação têm sido muito boas para o aprendizado e formação dos futuros policiais civis.

Segundo o delegado-geral da Polícia Civil, Rilmar Firmino, ainda no primeiro semestre de 2018, após o final do atual concurso público, cerca de 600 novos policiais civis irão ingressar na Polícia Civil. Esse número representa um feito histórico. “O Pará foi o único Estado brasileiro que conseguiu fazer dois concursos em menos de quatro anos na Policia Civil”, ressalta, ao destacar que a meta é alcançar o quantitativo ideal de policiais civis para a corporação em todo Estado. Com o ingresso dos novos policiais, o Pará vai repetir, em 2018, uma marca histórica conquistada no ano de 2014, quando todos os municípios paraenses contaram com a presença de um delegado.

 

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