Os beneficiários do Bolsa Família do Pará começaram na última semana a sacar o pagamento referente ao mês de junho. O Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) destinou ao Estado, neste mês, mais de R$ 163 milhões para complementar a renda de 870.897 famílias – era 873.680 no mês passado. O pagamento segue até o dia 30 deste mês.

O benefício é pago nos últimos 10 dias úteis de cada mês, de forma escalonada. Para saber em que dia sacar o dinheiro, a família deve observar o último dígito do Número de Identificação Social (NIS) impresso no cartão. Para cada final do NIS, há uma data correspondente por mês que indica o primeiro dia em que a família pode fazer o saque. Os recursos ficam disponíveis para saque durante 90 dias.

No geral, o Pará é o sétimo Estado com o maior número de beneficiários, atrás da Bahia (1,77 milhão), São Paulo (1,36 milhão), Pernambuco (1,11 milhão), Minas Gerais (1,11 milhão), Ceará (1,06 milhão) e Maranhão (969,66 mil). Em todo o País, serão pagos R$ 2,3 bilhões em junho para complementar a renda de 13,72 milhões de famílias.

Proporcionalmente, o valor médio pago a cada família beneficiária no País é de R$ 167,78. No Pará esse valor chega a ser bem mais alto: R$ 187,17 – sexta maior média dentre os Estados, sendo superado apenas pelos valores alcançados no Acre (R$ 240,09), Amazonas (R$ 206,15), Amapá (R$ 200,68), Maranhão (R$ 193,59) e Piauí (R$ 190,03).

Dentre os municípios paraenses, Belém responde pela maior parcela de famílias beneficiárias. São 99.761 famílias que dividirão esse mês uma fatia de R$ 14,85 milhões – média de R$ 148,88 por família. Na sequência aparecem Ananindeua (35.777 famílias e R$ 5,14 milhões), Santarém (27.919 e R$ 4,82 milhões), Cametá (18.643 e R$ 3,66 milhões), Castanhal (18.502 e R$ 2,54 milhões), Marabá (17.734 e R$ 3,12 milhões) e Bragança (15.097 e R$ 2,81 milhões).

Em relação ao valor médio, se destacam Bagre, Gurupá, Viseu, Prainha e Almeirim, com proporções individuais de R$ 297,39 (2.951 famílias), R$ 293,50 (4.227 famílias), R$292,59 (9.590), R$291,20 (5.673) e R$284,11 (4.269) respectivamente.

Ao sacar o Bolsa Família, o beneficiário deve ficar atento ao extrato de pagamento. Por meio dele, o governo federal envia mensagens importantes com recomendações para as famílias, como a necessidade de atualizar o cadastro ou o eventual descumprimento de condicionalidades do programa, que exige frequência às aulas e a manutenção das cadernetas de vacinação em dia, por exemplo.

Para entrar no programa, a família precisa ser registrada no Cadastro Único para Programas Sociais do governo federal, feito pelas prefeituras. Podem ser selecionadas para o benefício as famílias com renda mensal por pessoa de até R$ 77, mesmo que não tenham gestantes, crianças ou adolescentes na família; e famílias com renda familiar mensal por pessoa entre R$ 77,01 e R$ 154 e que tenham gestantes, crianças ou adolescentes em sua composição. A prioridade considera renda mensal por pessoa e quantidade de pessoas entre 0 e 17 anos.