Cerca de 20 mil pessoas que vivem em Parauapebas, estão sofrendo com a falta de água. Eles vivem em uma área da cidade que depende exclusivamente da água que vem de uma represa, mas o reservatório está quase seco. A companhia que faz o serviço de fornecimento de água para a comunidade diz que o problema do esvaziamento da represa está atrelado à construção de uma estrada de ferro próxima ao reservatório.

De acordo com Wanterlor Bandeira, gestor do Serviço Autônomo de Água e Esgoto de Parauapebas, a represa foi construída em 2010 e começou a secar no início de 2016, coincidentemente com o início da detonação de rochas para a construção do túnel da ferrovia.

“Coincidentemente, após o início das detonações secaram-se os poços artesianos e a represa também secou, nunca tinha secado. Então, após a construção do túnel e as detonações que tiveram no local houve um impacto direto na comunidade pela falta de água” afirmou Bandeira.

Ainda não existe um laudo que comprove que a construção da ferrovia secou a represa. A mineradora Vale é a responsável pela obra. E ainda de acordo com a Prefeitura de Parauapebas, a empresa diz que as detonações não causaram o problema.

“Nós buscamos diversas vezes, mas ela se nega a crer que seja a ação dela que causou esses impactos”, alegou Wanterlor Bandeira.

Segundo o Serviço Autônomo de Água e Esgoto de Parauapebas, é prevista que até a semana que vem a água que começou a ser armazenada na nova represa comece a chegar na estação de tratamento de água, que fica cerca de dois quilômetros deste ponto. De lá será distribuída para a comunidade, principalmente através de caminhões pipa.

Em nota, a Prefeitura de Parauapebas, a construção do novo reservatório não seria a saída para solucionar o problema. O município informou que estuda um projeto para captar água do rio Parauapebas que abastece a região atingida, mas não tem previsão para quando esse projeto vai ser iniciado.

A empresa Vale informou em nota que o ramal ferroviário do projeto S11D está legalmente licenciado e com licença de operação concedido pelo Ibama. E disse que a obra obedeceu a todos os requisitos legais e normas, passando por vistorias e inspeções do órgão ambiental, onde foi constatado o cumprimento dessas ações e medidas de controle ambiental. A Vale informou ainda que não há nenhuma relação da obra do ramal com a eventual falta de água para os moradores de Parauapebas.

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