Analistas preveem fechamentos de minas de níquel no ano que vem

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A forte queda nos preços do níquel tem afetado a rentabilidade de muitas minas, apesar da entrada de nova oferta do metal em 2016 e nos próximos anos. Analistas preveem que haverá um fechamento em grande escala de minas de níquel no ano que vem, à medida que a nova oferta entra no mercado, afetando operações da Vale e da BHP.

Analistas de pesquisa do banco Credit Suisse projetam um cenário de depressão na demanda por níquel e que as mineradoras podem ter que fechar grandes minas de níquel para evitar prejuízos maiores. A visão é compartilhada por especialistas da Bloomberg Intelligence, conforme análise publicada hoje (13), assinada por Zhuo Zhang e Kenneth Hoffman.

No pico das commodities em 2011, o metal estava cotado a US$ 29.300 a tonelada, 68% a mais do que o preço atual, inferior a US$ 10 mil a tonelada. Nesta sexta-feira (13), o níquel para entrega em três meses, na London Metal Exchange (LME), está cotado a US$ 9.410 por tonelada.

A Vale é a maior produtora de níquel do mundo, tendo superado a Norilsk Nickel no ano passado. A mineradora brasileira expandiu sua presença no mercado desse metal depois da aquisição da Inco, em 2006. A BHP também é uma das majors do níquel, com a operação Nickel West, na Austrália.

O mercado de níquel é atraente para as duas mineradoras, porque o metal é negociado com empresas que também adquirem minério de ferro, usando os dois produtos na fabricação de aço inoxidável. A Vale é a maior produtora do mundo de minério de ferro, enquanto a BHP ocupa o terceiro lugar, atrás da Rio Tinto.

No início deste mês, o diretor de Marketing Estratégico da Norilsk Nickel, Anton Berilin, disse que o mercado de níquel vai fechar este ano em equilíbrio, mas entrará em deficit em 2016 e 2017. Segundo o executivo, o metal está “desconectado de seus fundamentos”, à medida que cai o preço dos metais básicos devido à reação do ocidente para a desaceleração econômica da China.

Os novos projetos de níquel não serão suficientes para atender ao crescimento da demanda e compensar os cortes na produção de ferro-gusa de níquel da China, de acordo com Berlin. As informações são da Bloomberg e da Forbes.

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