AIDS: Parauapebas no topo do Pará e do Brasil

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No Pará, estado brasileiro que possui o segundo maior índice composto de Aids do Brasil, um município — de um universo de 5.570 municípios espalhados pelo país — se destaca nacionalmente na detecção de soropositivos: Parauapebas.

Com 202 mil habitantes em 2017 e maior produtor de minério de ferro do país, Parauapebas figura como 5º do Brasil onde o índice composto de Aids é mais alto, considerando-se o universo dos municípios com mais de 100 mil habitantes — a estimativa da população deste ano do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) contabiliza 309 municípios.

A informação de que Parauapebas é um dos líderes do índice de Aids no país consta do Boletim Epidemiológico HIV/Aids elaborado pela Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS), órgão do Ministério da Saúde. Publicado este ano, o estudo apresenta informações e análises sobre os casos de HIV e Aids no Brasil, conforme os principais indicadores epidemiológicos e operacionais estabelecidos.

Para chegar à conclusão que coloca Parauapebas e o Pará em alerta, o Ministério da Saúde compilou vários indicadores, entre os quais a taxa média de detecção de Aids na população total nos últimos três anos; a variação média da taxa de detecção nos últimos cinco anos; a taxa média de detecção na população de menores de 5 anos nos últimos três anos; e a variação média da taxa de detecção nessa população nos últimos cinco anos.

Somem-se a esses indicadores a taxa média de mortalidade por Aids na população nos últimos três anos; a variação média da taxa de mortalidade nos últimos cinco anos; e dados referentes à primeira contagem de CD4, que são células de defesa do sistema imunológico.

ESTATÍSTICAS

Os dados primários, levantados junto a diversas bases vinculadas ao Ministério da Saúde, foram combinados e matematicamente calculados. O resultado: entre 2011 e 2015, Parauapebas apresentou índice de 6,52 registros de Aids para cada grupo de 100 mil habitantes. Só perde para os gaúchos Porto Alegre (índice 7,16), Alvorada (índice 7) e Rio Grande (índice 6,78); e para o catarinense Itajaí (índice 6,53). No entanto, Parauapebas ganha de todos eles, disparado, no tocante ao crescimento da taxa de detecção de novos casos de HIV nos últimos cinco anos.

Depois de Parauapebas, os representantes paraenses com índices mais elevados são Belém (10º e segunda capital em situação mais grave, com índice 6,29), Bragança (12º, índice 6,18), Marituba (28º, índice 5,84), Ananindeua (31º, índice 5,77), Marabá (37º, índice 5,66), Barcarena (41º, índice 5,63) e Santarém (46º, índice 5,54).

Entre 1980 e 2015, a Aids foi a causa da morte de 303 mil pessoas no Brasil. No Pará, foram 7.097 óbitos, 52,7% dos registros da Região Norte. É o nono estado onde mais se morre de Aids, atrás de São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina, Pernambuco e Bahia. (Meu Parazão)

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