Acusado de fraudar a própria morte para ter pensão é preso em Belém

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Uma operação da Polícia Federal prendeu na manhã desta quarta-feira (27), em Belém, um homem acusado de forjar a própria morte para receber o pagamento de pensão. Esta é a segunda vez que o investigado é preso por crimes contra a Previdência.

Ele foi identificado durante a investigação da Operação Pseudocídio. Durante a apuração, foi descoberto ainda que o investigado tem relação com mais de 50 benefícios assistenciais ao idoso, com fortes indícios de serem fraudulentos. A suspeita é que ele tenha criado pessoas fictícias, com mais de 65 anos, por meio de falsificação de documentos públicos como RG, CPF, certidões de nascimento com intuito de obter o benefício assistencial.

Se a suspeita for comprovada, o prejuízo estimado aos cofres públicos pode ultrapassar o valor de R$ 3 milhões, de acordo com a Representação de Inteligência Previdenciária no Pará (REINP/PA).

Em 2015, ele já havia sido preso em flagrante pela PF ao acompanhar uma idosa que se passava por uma pessoa fictícia, tentando obter benefício assistencial ao idoso de forma fraudulenta.

O investigado preso será ouvido na Superintendência Regional da Polícia Federal no Pará e encaminhado ao presídio, onde ficará à disposição da justiça. Além do mandado de prisão, os policiais ainda cumpriram um mandado de busca e apreensão e um de condução coercitiva, quando o alvo é obrigado a ir prestar depoimento.

Batizando a operação, pseudocídio é o termo utilizado para a pessoa que forja a própria morte e adquire uma nova identidade.

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