O Serviço de Abastecimento de Água e Esgoto de Parauapebas (SAAEP), com o apoio da Secretaria de Meio Ambiente (SEMMA) e alguns outros órgãos ambientais da região, realizou mais uma etapa da expedição Rio Vivo, no rio Parauapebas. Essa 2ª etapa do projeto durou mais de oito horas rio a dentro, iniciada na saída do Rio Verde e indo além do CEDERE I.

A coordenadora do departamento de meio ambiente, Gina Mikawa, falou sobre a iniciativa no afluente, “nós resolvemos fazer o projeto com o apoio da gestora Francisquinha de Almeida Vieira, devido ao nível do rio muito baixo e a degradação das margens dele”.

Expedição Rio Vivo (13)

Durante o percurso da expedição é possível encontrar a pura natureza com fauna e flora em expansão contrastando com o cenário da ação humana, por muitas vezes, ilegal. Segundo a Legislação Florestal 12.651/12, é permitido o acesso de pessoas e animais nas Áreas de Preservação Permanente (APPs) para obtenção de água e realização de atividades de baixo impacto ambiental. A área no entorno de lagos e lagoas naturais, segundo o Art. 4º, II e III, da lei, para zonas rurais deve ser 100m, para zonas urbanas 30m e entorno de nascentes e olhos d’água perenes o raio mínimo é de 50m. Na expedição vários trechos das margens do rio estavam sendo ilegalmente explorados e degradados, não respeitando a legislação florestal.

O representante da Secretaria de Meio Ambiente de Parauapebas, Roberto Martins, explicou a participação do órgão no segundo dia da expedição. “Viemos fazer um diagnóstico da situação e verificamos algumas intervenções na área de preservação, no caso, das margens do rio. As principais intervenções são a extração ilegal de areia, a instalação de balneários durante o percurso e queimadas irregulares”, disse.

Expedição Rio Vivo (2) Expedição Rio Vivo (7)

Para Roberto, o que mais chamou atenção foram alguns pontos com poluição, “a espuma e o óleo formado na superfície do rio são frequentes, e isso é provavelmente causado pelo lançamento irregular de influentes domésticos e de esgoto no rio”, destacou.

De acordo com Roberto, após essa etapa de diagnóstico haverá medidas de ação a serem adotadas conforme a legislação vigente. “Ações como a de intervenção sobre a extração irregular de areia e a instalação dos balneários, as quais precisam de licenciamento ambiental”, explicou.

Durante todo o percurso da expedição há trechos com lixo, assoreamento da margem e principalmente, o nível da água baixo demais, o que prejudicava muito a passagem da equipe com os barcos.

O supervisor do SAAEP, Adriano Dinelli, pediu apoio da população na preservação do rio. “Na viagem anterior foi detectado muitos focos de esgoto sanitário, então pedimos encarecidamente que a população nos ajude para fazermos um trabalho de melhoramento dos nossos rios. Como que a população pode nos ajudar? Não lançando, como chegamos a ver, sofá, bicicleta velha, pneus e tudo isso prejudica a vida rio Parauapebas”, pediu.

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Para Dinelli a importância dessa visita é para analisar o que poderá ser feito para melhorar o sistema de nossos fluxos de águas e fluentes que estão chegando no rio. Com esse levantamento sendo feito, pode-se melhorar o sistema de água e os sistemas fluviais de navegação. “Foi detectado que não temos um metro e meio em média de volume de água, porque o rio está acabando, secando e a cada ano que passa mais erosões e desmatamentos estão vindo, tem que haver essa preservação das margens, para a natureza sobreviver para nossos filhos e netos no futuro”, declarou Dinelli.

A expedição Rio Vivo está só começando e todos os dados coletados em fotos e vídeos são importantes para a etapa de ação na fiscalização da principal fonte de captação de água da região.

Confira algumas fotos desta expedição sobre o Rio Parauapebas:

 

Texto : Samara Batista

Fotos: Matheus 7 produções