Vale registrou vendas de US$ 3,8 bi em ativos em 2016

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A mineradora Vale anunciou a venda de US$ 3,8 bilhões em ativos não essenciais em 2016, somando cerca de US$ 15 bilhões de desinvestimentos desde 2011, enquanto busca focar seus esforços em negócios essenciais, afirmou nesta quinta-feira (2) o diretor de Relações com Investidores da empresa, André Figueiredo.

O movimento, além da busca por redução de custos e aumento da eficiência, segundo Figueiredo, foi um dos responsáveis pela valorização das ações da Vale no mercado financeiro ao longo do ano passado.

Entre os ativos vendidos pela Vale está o negócio de fertilizantes, que foi vendido para a Mosaic e depende ainda da aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). A perspectiva de Figueiredo é que o parecer saia em algum momento neste ano.

Além dos recursos desta venda, a Vale também poderá concluir o negócio com a Mitsui em Moçambique que, segundo Figueiredo, está mais perto do que nunca da assinatura. Além disso, também podem ser anunciadas novas vendas de navios, explicou.

A venda de ativos essenciais, que fazem parte do principal negócio da empresa, a extração de minério de ferro, não é mais considerada pela empresa, diante de uma recuperação dos preços do minério de ferro, entre outros fatores, afirmou o diretor.

Dividendos

O executivo disse também que a mineradora brasileira provavelmente fechou 2016 com lucro e, por isso, deverá pagar dividendos de pelo menos 25% do resultado líquido.

“Ano passado, a Vale provavelmente teve lucro e a gente é obrigado a distribuir pelo menos 25%… não está decidido exatamente qual o percentual, mas temos essa obrigação e o faremos”, afirmou Figueiredo, após apresentar uma palestra a investidores e analistas de mercado.

A empresa, segundo o executivo, é obrigada a pagar o percentual de 25% toda vez que tem resultado positivo, mas o montante final pago aos acionistas depende de decisão no Conselho de Administração.

Figueiredo destacou que, no ano passado, a mineradora antecipou US$ 250 milhões em dividendos, com base nos resultados da empresa nos primeiros nove meses e também em projeções. Caso seja apurado um lucro em 2016, a empresa terá que completar, frisou.

A partir de 2018, Figueiredo considera que poderá haver um aumento do nível de pagamento de dividendos, dependendo dos resultados alcançados ao longo deste ano.

Segundo o executivo, 2017 será um ano focado na redução de dívidas, por meio de geração de caixa e desinvestimentos.

Preço do minério de ferro

O executivo afirmou que o aumento recente do preço do minério de ferro é resultado de uma demanda física robusta da China e acrescentou que a empresa está mais otimista em relação a preços do minério de ferro para este ano.

“Nós estamos mais otimistas em relação ao preço de minério de ferro do que talvez o consenso de mercado”, disse o executivo, evitando apontar qual o nível considerado do consenso e qual exatamente o valor estimado pela empresa, maior produtora global da commodity.

“Esse movimento de alta de preços é real e não é derivado de especulação de mercado futuro, é derivado de produtos da Vale e dos nossos competidores.”

O preço do minério de ferro na bolsa chinesa de Dalian subiu 17,4% entre 3 e 26 de janeiro, último dia antes do período de feriados do Ano Novo Lunar, para 646,5 iuanes por tonelada.

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